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sábado, 17 de novembro de 2012

Loja de Brinquedos


Ontem, ao dar uma volta pelo shopping, passei em frente à loja de brinquedos e, que incrível!, porque tive uma sensação tão boa de nostalgia dos meus 6 ou 7 anos e das correrias entre os corredores lotados de brinquedos...
Admito: essa foi uma época em que tive grande fascínio por bichinhos de pelúcia. Queria consumir todos eles, queria dispô-los nas prateleiras do meu quarto e apertá-los como se não houvesse amanhã.
Enfim, há um momento em que todos nós crescemos e, oh! Que infelicidade, nosso desejo por consumir também cresce, mesmo que se modifique.
As garotinhas de ontem são as fanáticas por bolsas e sapatos do agora e, aqueles menininhos fofos, são hoje homens alucinados por carros e acessórios fúteis, como sonzão e rodas de liga.
Amadurecemos, na realidade, a nossa futilidade perante as coisas que desejamos comprar; perante as coisas que não precisamos, mas que, para nos sentirmos incluídos nessa sociedade capitalista, findamos por obter, mesmo que para isso nos endividemos até os olhos.
Não nego: eu também compro como uma mulherzinha alucinada. Temos, todos, esse impulso por possuir algo de que não necessitamos realmente e mesmo que neguemos, a mídia é como uma vitrine que nos mostra roupas, sapatos e os mais diversos acessórios que aguçam esse sentimento de necessidade de posse; um instinto quase que animal de sobrevivência nessa sociedade claustrofóbica; presa numa bolha de vestes multicoloridas e palacetes reluzentes, reunidos para nos tentar e nos arrastar até o fundo daquele salão amarelo, azul, vermelho e verde. (Essas são as cores de nossas cédulas de dinheiro, certo?).
Entretanto, essas cores são a decoração das paredes de tais palacetes e não podemos arrancá-las; podemos apenas observá-las e ambicioná-las.
E quando não nos aguentamos mais de desejo, recorremos àquela instituição que nos libera as pequenas folhas multicoloridas, mas eles pedem pelo retorno delas! E ai de você se não pagar em dia! Caso contrário, as multas serão astronômicas e você não dará conta, tornando seu débito uma bola de neve. Porém não aquela neve branquinha e macia que você via, na sua infância, nas propagandas da Disney, quando cobiçava o boneco de pelúcia do Pluto ou a Minnie vestida de cozinheira. Não, essa neve é colorida e possui valor real. REAL! Que divertido, pois será assim que você deverá eliminá-la: em reais.

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