segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Fadiga
domingo, 22 de setembro de 2013
Vou-me atirar ao paraíso dos amores doces e ociosos... Cantigas pt. 1
E fiquei a esperar
Uma ligação,
Uma notícia,
Tua.
Qualquer besteira;
Qualquer bandalheira;
Que viesses correndo,
Feito louco,
E me roubasse,
Me sequestrasse,
Mas me levasse
[com vancê]
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Love&Caring
Andando pelas ruas, paro e ouço, disfarçadamente, o relato de uma jovenzinha, de olhar distante, sobre sua mais nova paixão:
"Tenho sentido tanta saudade que me pergunto se esse amor não está me deixando doente ou meio afetada mentalmente.
Fico rindo toda boba, nas ruas, em frente às praças, pros cegos a quem ajudo atravessar as alamedas...
Me sinto mais leve e feliz e me pergunto se isso é real de tão surreal que é essa sensação.
Teu amor me consome de um jeito gostoso, leve e ocioso e me sinto levada por braços imperceptíveis até o teu caminho.
Como alguém já disse: 'que teu afeto me afetou isso já é fato'."
Ela ensaia uma declaração, as amigas aplaudem e me pergunto se esse sentimento tão comum, que é a paixão, torna-se incomum ao tratarmos daquela guria que parecia tão feliz e anuviada, com espasmos de alegria e olhares acentuados...?
Quisera eu saber o resto da história, mas não trato de um oráculo e a vida corre e não podemos deixa-la escorrer entre as mãos aguardando pela dos outros.
Cazuza já disse: o tempo não para. Tratemos, por favor, de prosseguir.
Então, eu prossigo minha caminhada e as garotas, às minhas costas, a rir, na maior gandaia.
Foolish
Ela é feliz.
Sim, ela é.
Veste a máscara da tristeza,
Rola na relva.
Grita.
Faz-se.
Joga-se com manha nos braços de outrem
E suspende o ar como quem jaz morto, ferido de bala.
Eu a olho.
A espanto.
A odeio.
E sinto pena.
Pena?
Pois sim.
Ela trata a vida como a uma novela,
Carecida de telespectadores
Seu teatro é insosso se a casa está vazia e despe-se da maquiagem grotesca de moça medieval sofredora.
Trata da morte como a um tema joliz,
Mas estremece perante ela, tão obscura e irreversível...
Liga embebida,
Putrefa em embriaguez lânguida,
Usa a voz embargada
E pede pouco
Pra ganhar muito...
Finge-se de tola
Para que sobressaia.
Quebra afetos,
Rompe relações
E sorri como jovem inocente,
Toda alegre
Jovial
E intocável.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O mundo é grande
"O mundo é grande e cabe
Nesta janela sobre o mar
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar."
Drummond, Carlos.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Meu nome não é Arabella
São nestes momentos - repletos de tormenta - que a veia artística aflora.
São nesses momentos de inconstância e loucura que a poesia se engrandece.
Talvez seja porque a felicidade plena seja puro lirismo e a turbulência um emaranhado de palavras enigmáticas.
Somos permeados pela dúvida e eu - oras! e quem mais o deixaria em tal estado de letargia? - te deixo em dúvida!
Sou uma amante cruel, me refugiando em palavras rebuscadas que te deixam transtornado, desfeito em emaranhados, com a tez enrugada, expressando dúvida e um pouco de decepção... ou, ainda, muita decepção!
Mas, amor, não me julgue! Sou uma jovem amante!
Descomposta, repleta de dúvidas - e dívidas - e, também, muito amor.
Queria lhe prometer felicidade, mas, antes, tens de lidar com a minha ambiguidade.
Então, me perdoe, amor, se não sou Arabella e se meu lirismo é superficial, descompassado e confuso. Apenas saiba, amor, que esses versos brancos não são tão brancos quanto tuas costas revelam ser.
domingo, 18 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
Uma(s) Vez(s) A Mais
Talvez um pouco de bobagem,
Um pouco de leseira
E uma boa dose de vício novo façam bem...
Tão bem quanto se descobrir mais uma vez...
Sentir-se reavivada, relida e requerida mais uma vez...
Sentir-se uma pouco mais feminina...
Um pouco menos sem fôlego...
Só mais uma vez...
Umas vezes...
À Injuriada
E então ela reaparece!
Como uma lembrança metódica das coisas mal feitas,
das coisas não ditas,
dos segredos velados
e dos amores em farrapos
que eu já deixei pra trás.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Our Quote Of The Day
"É que, quando amávamos, eu não sabia que o amor estava acontecendo muito mais exatamente quando não havia o que chamávamos de amor. O neutro do amor, era isso o que nós vivíamos e desprezávamos."
Lispector, Clarice.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Simple Past or Present Perfect?
Se eu pudesse escolher entre dois tipos de felicidade, o meu passado com outro ou meu futuro duvidoso, acho que preferiria escolher a falsa felicidade que é o teu paraíso.
Karollstóika
Nem mais mulher...
Nem mais adolescente...
Encontra-se, ela, numa fase intransigente
Em que amar, doar-se e perder-se é só uma questão de carência;
De querer-se...
Só.
Sozinha.
Concubina da depressão fez-se
Sem motivos aparentes...
Seus segredos são velados...
Faltou-lhe pulso,
Faltou-lhe...
[afago?]
Do afago amargo,
Fez mel
E de suas palavras...
O mais puro fel
Atirando-se sem rumo,
Pôs-se a pensar...
Seria, deveras, sobre Amor?
Seria, deveras, sobre Cigarillas?
Seria, deveras, sobre Merlot ou Cabernet?
Seria, deveras, sobre seu Adônis perdido?
Ou sobre Eco retumbando em sua tumba de pedras?
Impenetrável...
Uma Psiquê contemporânea,
Abraçando o Cupido mal esculpido,
Feito das entranhas de um Lobo Guará,
Talhado à mão por quem faz Maracás
Ainda assim, ainda assim, sua tristeza, repentina!, continua me sendo um mistério...
A mim, observadora do Alto,
Atiro-me num salto por um átimo de certeza...
Sei da tristeza dela...
Confessou-se à mim, Condessa...
Escapou de minhas mãos
[E suposições]
Como uma libélula que foge ao entardecer ...
O céu já foi mais azul...
Os rouxinóis já cantaram mais alto
E os viúvos vivos travaram sua última batalha...
Nessa tela pitoresca,
Em busca de saber,
Em busca de entender o que queria...
Perdemo-nos e peço perdão por ter falhado...
Erros não evitados...
Resultados equivocados...
Não esperados...
Mal interpretados...
Ora, quanta redundância!
Quanta desimportância!
domingo, 28 de julho de 2013
Lispectorizando
Lispector, Lispector...
Não sou Lispector, muito menos Clarice...
Não sou como essa mulher, mas compreendo seus segredos...
Deusa incompreendida, lida por almas mal-formadas...
Revelou sua paixão por meio de G.H., despiu sua pele de foca e encaminhou-se ao mar.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Graxa X Memory Card
E não vi!
O que será?
Por que será?
O que aconteceu?
Nos perdemos?
Já nem sei...
Sinto-me um corpo obsoleto na história,
Um resquício mal investigado,
Um peso esquecido e fadado... ,
Um motivo de algúria...
Então, agora vejo,
Agora sinto,
Agora visualizo e amargo...
Faltou o par,
Faltou sermos casal...
Geekman ou Mecânico?
Tanta faz...
Duas pessoas,
Duas faces,
Uma personalidade...
Objetos de amor
De amadoras distintas,
As quais são tão iguais...
Tanto faz...
Duas pessoas,
Duas faces,
Uma personalidade...
O que faltou?
Será que foi Graxa?
Ou será que foi Memory Card?
Já não sei...
Geekman ou Mecânico?
Tanta faz...
Duas pessoas,
Duas faces,
Uma personalidade...
quarta-feira, 17 de julho de 2013
"Caffé d'Amour"
Meu bem, me diga:
Como é que eu faço
Para você dizer que me quer
E depois me chamar
Para tomar um café?