A felicidade vem quando menos esperamos.
Estabilidade não é mais sinônimo de felicidade; não para mim.
Olhar-se no espelho e cair na realidade pode ser chocante, mas eficaz.
Acordar, se sacudir, aproveitar... como diz na propaganda da "Mastercard", não tem preço.
É impagável a sensação de liberdade; sentir-se real e radiante, disposto(a) para mais dias, iluminados ou não.
O melhor de tudo é descobrir que não se depende mais de alguém para se sentir feliz porque, agora, você se sente real, verdadeiro, sabe que tem ossos e que não precisa de ninguém para apoiá-los, mas descobre que precisa de todos na verdade.
Integrar-se à música e ao ar, ao ambiente, e você se tornando um... isso é impagável.
Todos os sentidos reestimulados e a descoberta de novas coisas... tudo isso, num sentimento só e tudo isso passando num segundo diante de um espelho, quando um minuto atrás era-se completamente infeliz...
Isso é impagável...
A felicidade é impagável...
Não confunda qualidade de vida com ela, pois a felicidade incide de dentro, não de fora.
Somos inteiros, nunca fomos metade. É burrice esperar pela metade... espere pelo SUPLEMENTO, agarre-o e seja mais feliz ainda.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
À Perdida
Não te percas, cara amiga
Hei de enviar um mapa à ti,
Hei de guia-lá até a Constelação do Cruzeiro
E de lá, há de encontrar-te.
E tocarás no amor e na esperança de algo - alguém - que há de amá-la,
Que há de completá-la...
Meu serviço?
Dar-te uma carona até lá
E sorrir, acenando, de dentro do carro alado.
Hei de enviar um mapa à ti,
Hei de guia-lá até a Constelação do Cruzeiro
E de lá, há de encontrar-te.
E tocarás no amor e na esperança de algo - alguém - que há de amá-la,
Que há de completá-la...
Meu serviço?
Dar-te uma carona até lá
E sorrir, acenando, de dentro do carro alado.
Trova à Tristeza
Pessoas choram, sofrem por amores intocáveis; perdidos.
Pessoas choram, sofrem por perderem lembranças gostosas.
Pessoas choram, sofrem por não poderem ser livres.
Pessoas choram, sofrem por gosto de se lamentar...
Pessoas não enxergam que já é passada a hora de saltar fora;
Pessoas não aceitam que já não são mais amadas e insistem em investir seu amor num passado já longínquo para o outro;
Pessoas choram, sofrem por gosto de se lamentar.
Tristeza é confortável...
Alegria é exigente.
Tristeza é um berço de lágrimas acolhedoras...
Felicidade não exige nada.
Tristeza dá dor de cabeça...
Alegria cansa o maxilar de tantos sorrisos.
Tristeza é capricho
E a Felicidade desmazelo.
Prezarei pela bagunça.
Pessoas choram, sofrem por perderem lembranças gostosas.
Pessoas choram, sofrem por não poderem ser livres.
Pessoas choram, sofrem por gosto de se lamentar...
Pessoas não enxergam que já é passada a hora de saltar fora;
Pessoas não aceitam que já não são mais amadas e insistem em investir seu amor num passado já longínquo para o outro;
Pessoas choram, sofrem por gosto de se lamentar.
Tristeza é confortável...
Alegria é exigente.
Tristeza é um berço de lágrimas acolhedoras...
Felicidade não exige nada.
Tristeza dá dor de cabeça...
Alegria cansa o maxilar de tantos sorrisos.
Tristeza é capricho
E a Felicidade desmazelo.
Prezarei pela bagunça.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Súplicas
O tempo desfavorável
E o encontro cada vez mais raro...
Bocas a se abrirem em canto lastimável
E a se unirem no arroubo púrpuro!
Que triste façanha!
Afastar-se da cama,
Que triste, que lamentável!
Chorar pencas e penas
Por uma hora memorável...
Envolve-me.
E faz do meu corpo cama.
E o encontro cada vez mais raro...
Bocas a se abrirem em canto lastimável
E a se unirem no arroubo púrpuro!
Que triste façanha!
Afastar-se da cama,
Que triste, que lamentável!
Chorar pencas e penas
Por uma hora memorável...
Envolve-me.
E faz do meu corpo cama.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Holocausto Semanal
E o processo se repete sempre, todo dia, a toda hora... Segunda, terça, quarta e mais um dia sem te ver; sexta e sábado, um delírio, um suspiro! E domingo se repete o holocausto dos amores.
Aos Poetas
Até ontem pensava que para escrever era necessária vocação, mas hoje vejo que falta emoção.
E nessa falta, o que vemos são palavras insossas e insípidas, vendendo milhões em cada esquina.
As coisas perderam sua musicalidade para ficarem no ritmo "ta-ta-ta".
Potência de 3
Precisamos ser corteses, manter nossa postura, realizar o diálogo com nitidez, clareza, perfeita dicção e sem palavrão.
Precisamos ser cultos, letrados, "culturados", mesmo num país tão desapegado.
Precisamos de carisma e erudição, disfarçar com perfeição todos os erros dessa bipolar obra prima, chega a me dar até um aneurisma.
Preciso terminar! A cabeça dói, explode!, e os olhos me saltam das órbitas. Ser perfeitamente corretos, polidos, é o que nos mandam ser.
Políticos, belos, esguios.
Nos mandam ser o produto do 1° mundo quando estamos no subúrbio do 3°, numa potência de 5°, multiplicados pelo rude e criados por um distúrbio.
sexta-feira, 8 de março de 2013
De acordo?
Nos afastamos. E sabemos o real motivo de termos feito isso?
Fomos apenas imaturas? Frutos de uma indisposição adolescente?
Nossa amizade era completa e cheirava bem, e tinha um gosto bom, e andava bem e... E?
E aí que nossos caminhos se ramificaram e nos perdemos uma da outra.
As indiretas na caixa postal, tuas, não sei se são para mim, mas ao lê-las, leio-as como se fossem.
Abro, aqui, mão desse meu orgulho careta para, tentar, reatar aquela semente fértil que um dia foi a nossa amizade.
De acordo?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Ditados (Im)Populares
Dizem que "quem canta, seus males espanta!".
Estou em posição de discordar. Diria: "Quem escreve, seus demônios esquece!".
A Busca pelo Bom
Às vezes temos tanto a dizer, de uma forma tão intensa e despojada, que nos é impossível falar;
Às vezes somos estúpidos, agimos tão grosseiramente, mas queríamos apenas um pouco de atenção e carinho... Somos rudes e ignoramos pessoas, passamos reto, fingimos não conhecer, lhe desejamos o mal e até mesmo a sua morte...
Por que tanto ódio?
Meus amigos, o ódio é humano e nós SOMOS HUMANOS!
Há pessoas tentando se purificar... isso é louvável e mais ainda: extremamente admirável, mas, sejamos francos, isso realmente muda o que somos por dentro? Mostrar sermos pessoas boas, evitarmos xingamentos, maus pensamentos, más palavras, más impressões, isso nos torna melhores?
Nos torna diferentes?
Seres elevados?
Isso tudo é duvidoso, mas não há jeito: uma vez corrompidos pelo mundo, não retornamos a ter aquele coração puro de um animalzinho indefeso... Aliás, somos animais indefesos por tão pouco tempo que já podemos nos considerar seres "corrompidos" antes mesmo do nascimento!
Entretanto, isso não muda o fato de que podemos ser bons, de que podemos ser melhores, superiores ao nosso ego!
"Bondade" não é uma obrigação. Não se faz só por "status" ou pela religião, não! "Bondade" é um estado de espírito, ou mais ainda, uma forma de viver.
Procuremos o bem. Se não o nosso, pelo menos o de quem amamos.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Figueira
Buscar o sentido das coisas...
Não! Não o seu significado, mas sim o seu tato, o seu sabor, o seu desenrolar... Isso deveria ser considerado um esporte; uma arte.
Sentar-se debaixo de uma árvore, numa sombra e em boa companhia, apenas apreciando os passantes, observar as pombas revolvendo a terra e meninas superando meninos em brincadeiras tão primariamente masculinas... Tudo isso me dá uma sensação de alívio e que as coisas estão amenas...
Mas estão mesmo?
Algo está irrequieto dentro de mim... pululando freneticamente e zumbindo nos meus ouvidos!
O que será isso?
Conflitos internos não decifrados?
Tudo é plausível nesse jogo obscuro de desvendar a si mesmo.
Não! Não o seu significado, mas sim o seu tato, o seu sabor, o seu desenrolar... Isso deveria ser considerado um esporte; uma arte.
Sentar-se debaixo de uma árvore, numa sombra e em boa companhia, apenas apreciando os passantes, observar as pombas revolvendo a terra e meninas superando meninos em brincadeiras tão primariamente masculinas... Tudo isso me dá uma sensação de alívio e que as coisas estão amenas...
Mas estão mesmo?
Algo está irrequieto dentro de mim... pululando freneticamente e zumbindo nos meus ouvidos!
O que será isso?
Conflitos internos não decifrados?
Tudo é plausível nesse jogo obscuro de desvendar a si mesmo.
A Letter to Oneself
I should treat you better, not like a child or a retarded...
I'm really sorry, my sweet friend, but I can't bearing you being like an imature person...
And, if you don't treat me like your mother it would be better for me and for you.
Why don't we try to get along? Make up again?
Maybe we can run into these days...
You know, we can talk about the time and the following seasons...
Please, call me back.
With love,
Yourself.
I'm really sorry, my sweet friend, but I can't bearing you being like an imature person...
And, if you don't treat me like your mother it would be better for me and for you.
Why don't we try to get along? Make up again?
Maybe we can run into these days...
You know, we can talk about the time and the following seasons...
Please, call me back.
With love,
Yourself.
Monólogo de uma Maquinista
"Antes, no que estava pensando?
Sabe-se lá o quê!
Avante, que o trem está passando!
E, será, que estamos a perder algo?
Ou fomos nós que nos perdermos?
Diferimos de algo, alguém, substancialmente diferente?
O que estamos a dizer?
O que estamos a fazer?
Fugir
Saltar
Rolar na lama
Rasgar...
Explodir em chamas?"
- Cuidado!
- A próxima é a nossa estação!
- Vamos saltar?
- Não temos escolha!
- Não sabemos a que isso vai nos levar!
- Eu escolheria a mim mesma no passado, não no longínquo, mas no de 3 minutos atrás...
- E por quê?
- Minha natureza atual difere da anterior.
- Só por isso?
- E também porque antes eu saltaria do trem, mas decidi que vou ficar até o fim da linha...
- Mas e quanto a mim?
- Não se preocupe, eu já ia te atirar, Rancor.
- Ohh...
Sabe-se lá o quê!
Avante, que o trem está passando!
E, será, que estamos a perder algo?
Ou fomos nós que nos perdermos?
Diferimos de algo, alguém, substancialmente diferente?
O que estamos a dizer?
O que estamos a fazer?
Fugir
Saltar
Rolar na lama
Rasgar...
Explodir em chamas?"
- Cuidado!
- A próxima é a nossa estação!
- Vamos saltar?
- Não temos escolha!
- Não sabemos a que isso vai nos levar!
- Eu escolheria a mim mesma no passado, não no longínquo, mas no de 3 minutos atrás...
- E por quê?
- Minha natureza atual difere da anterior.
- Só por isso?
- E também porque antes eu saltaria do trem, mas decidi que vou ficar até o fim da linha...
- Mas e quanto a mim?
- Não se preocupe, eu já ia te atirar, Rancor.
- Ohh...
I was focusing you in my microscope
Are you a plague?
Please, vanish of my life
I can't lost my train,
I can't lost my life
All we know that this is non-sense, but is this importante?
Are we important?
Last week I was thinking about what can I do to change something, but, now, I really know that we can change our appearence, but not our nature.
Yeah, you're beautiful, not a plague.
Or maybe you're a good plague that like focusing in my gold microscope.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Das histórias sem nexo...
Se eu já sabia que você voltaria?
Não...
Talvez...
Quem sabe...
Sim, eu já sabia.
Se eu queria te aceitar de volta?
Não...
Talvez...
Quem sabe...
Sim, eu já tinha te aceitado.
E se a vida é como uma bola embolada de fios de tricô?
Conceber tudo desalinhado,
Fragmentado,
Perdido;
Do nada, ESCANCARADO.
Desenrolado,
Desalinhado,
Mal-acabado!
A saudade tem alimentado a paixão,
mas resta saber se da tua parte há combustão...
As tuas mentiras, mal fundamentadas,
Procuram ser findadas?
Procriadas?
Cortas a mão que te afaga
E amarga a voz que deita sons doces
Os motivos disso? Tu não sabes
E nem me permite saber...
Tu apenas atravessa a tua adaga
Sem eu ver.
O teu raciocínio, é lógico
E inverossímil;
É cruel...
Consultas teu relógio,
Conta as horas,
Não para me ver! Não para me beijar!
Mas sim para me matar e roubar, de mim,
O que te é guardado
Pra depois...
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