quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ditados (Im)Populares

Dizem que "quem canta, seus males espanta!".
Estou em posição de discordar. Diria: "Quem escreve, seus demônios esquece!".

A Busca pelo Bom

Às vezes temos tanto a dizer, de uma forma tão intensa e despojada, que nos é impossível falar;
Às vezes somos estúpidos, agimos tão grosseiramente, mas queríamos apenas um pouco de atenção e carinho... Somos rudes e ignoramos pessoas, passamos reto, fingimos não conhecer, lhe desejamos o mal e até mesmo a sua morte...

Por que tanto ódio?

Meus amigos, o ódio é humano e nós SOMOS HUMANOS!
Há pessoas tentando se purificar... isso é louvável e mais ainda: extremamente admirável, mas, sejamos francos, isso realmente muda o que somos por dentro? Mostrar sermos pessoas boas, evitarmos xingamentos, maus pensamentos, más palavras, más impressões, isso nos torna melhores? 
Nos torna diferentes?
Seres elevados?

Isso tudo é duvidoso, mas não há jeito: uma vez corrompidos pelo mundo, não retornamos a ter aquele coração puro de um animalzinho indefeso... Aliás, somos animais indefesos por tão pouco tempo que já podemos nos considerar seres "corrompidos" antes mesmo do nascimento!

Entretanto, isso não muda o fato de que podemos ser bons, de que podemos ser melhores, superiores ao nosso ego! 
"Bondade" não é uma obrigação. Não se faz só por "status" ou pela religião, não! "Bondade" é um estado de espírito, ou mais ainda, uma forma de viver.
Procuremos o bem. Se não o nosso, pelo menos o de quem amamos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Figueira

Buscar o sentido das coisas...
Não! Não o seu significado, mas sim o seu tato, o seu sabor, o seu desenrolar... Isso deveria ser considerado um esporte; uma arte.

Sentar-se debaixo de uma árvore, numa sombra e em boa companhia, apenas apreciando os passantes, observar as pombas revolvendo a terra e meninas superando meninos em brincadeiras tão primariamente masculinas... Tudo isso me dá uma sensação de alívio e que as coisas estão amenas...
Mas estão mesmo?

Algo está irrequieto dentro de mim... pululando freneticamente e zumbindo nos meus ouvidos!
O que será isso?
Conflitos internos não decifrados?

Tudo é plausível nesse jogo obscuro de desvendar a si mesmo.

A Letter to Oneself

I should treat you better, not like a child or a retarded...
I'm really sorry, my sweet friend, but I can't bearing you being like an imature person...
And, if you don't treat me like your mother it would be better for me and for you.
Why don't we try to get along? Make up again?
Maybe we can run into these days...
You know, we can talk about the time and the following seasons...
Please, call me back.

With love,
Yourself.

Monólogo de uma Maquinista

"Antes, no que estava pensando?
Sabe-se lá o quê!
Avante, que o trem está passando!

E, será, que estamos a perder algo?
Ou fomos nós que nos perdermos?

Diferimos de algo, alguém, substancialmente diferente?

O que estamos a dizer?
O que estamos a fazer?

Fugir
Saltar
Rolar na lama
Rasgar...
Explodir em chamas?"

- Cuidado!

- A próxima é a nossa estação!

- Vamos saltar?

- Não temos escolha!

- Não sabemos a que isso vai nos levar!

- Eu escolheria a mim mesma no passado, não no longínquo, mas no de 3 minutos atrás...

- E por quê?

- Minha natureza atual difere da anterior.

- Só por isso?

- E também porque antes eu saltaria do trem, mas decidi que vou ficar até o fim da linha...

- Mas e quanto a mim?

- Não se preocupe, eu já ia te atirar, Rancor.

- Ohh...




I was focusing you in my microscope

Are you a plague?
Please, vanish of my life
I can't lost my train, 
I can't lost my life

All we know that this is non-sense, but is this importante?
Are we important?
Last week I was thinking about what can I do to change something, but, now, I really know that we can change our appearence, but not our nature.

Yeah, you're beautiful, not a plague.
Or maybe you're a good plague that like focusing in my gold microscope.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Das histórias sem nexo...

Se eu já sabia que você voltaria?
Não...
 Talvez...
 Quem sabe...
Sim, eu já sabia.

Se eu queria te aceitar de volta?
Não...
 Talvez...
Quem sabe...
Sim, eu já tinha te aceitado.



E se a vida é como uma bola embolada de fios de tricô?
Conceber tudo desalinhado,
Fragmentado,
Perdido;
Do nada, ESCANCARADO.
Desenrolado,
Desalinhado,
Mal-acabado!

A saudade tem alimentado a paixão,
mas resta saber se da tua parte há combustão...
As tuas mentiras, mal fundamentadas,
Procuram ser findadas? 
Procriadas?

Cortas a mão que te afaga
E amarga a voz que deita sons doces
Os motivos disso? Tu não sabes
E nem me permite saber...
Tu apenas atravessa a tua adaga
Sem eu ver.

O teu raciocínio, é lógico
E inverossímil;
É cruel...
Consultas teu relógio,
Conta as horas,
Não para me ver! Não para me beijar!
Mas sim para me matar e roubar, de mim, 
O que te é guardado
 Pra depois...



Amigos, sou dúvida.

Tenho estado numa ânsia terrível por escrever; mesmo quando não tenho a menor ideia do que quero jogar no papel, fica difícil controlar minhas próprias mãos.
Talvez seja todo esse estresse pós diversos compromissos e conflitos, talvez seja a minha TPM mesmo...
Não sei... estou aflita por ter que continuar esperando e essa falsa esperança... procurando saídas, buscando oportunidades e gastando o tempo com coisas tão infundadas...
Não sei... posso dizer que agora me sinto, literalmente, reticências (...)
É um conflito interno, uma luta para exteriorizar os temores... Terrível.
Estou sentindo falta de alguma coisa e não tenho a menor ideia do que possa ser... ah, terrível.
Isso é um desabafo sem o menor sentido para quem o lê: não contém ódio, não contém amor, nem nada substancial... apenas dúvidas, um dilema anônimo que briga para aparecer...

Amigos, sou dúvida.


sábado, 19 de janeiro de 2013

A Inércia dos Patrícios


Mesmo sendo descrita como um dos três assuntos a não serem discutidos, a política possui uma grande importância para toda nossa população e ao futuro político nacional. Ao desconsiderarmos ela, seguimos para o caminho da alienação e reforçamos a marca que o brasileiro possui do “pior que tá não fica”.
 É fato, estamos acomodados com o governo que temos e com essa política nem sempre tão limpa que nos é apresentada. Perguntamo-nos: ainda vale a pena crer nela? Obviamente que sim, pois é de extrema importância valorizar a política que rege nossa nação e que, acima de tudo, rege vidas. Sim, pois é devido a ela que muitos brasileiros passam fome, mas é também por meio dela que veremos a pobreza ser erradicada. É preciso que tenhamos consciência de que propor um debate e supostas soluções para essa aflição nacional é pura utopia, pois estamos todos acostumados com essa mesma condição de país. Todavia, esse desinteresse não nos torna, necessariamente, apolitizados, mas sim nos caracteriza ainda mais como uma população extremamente inerte frente ao seu governo.
Ergamos nossas cabeças e tiremos nossas vendas porque estamos deixando passar diversas oportunidades para transformar nossa nação em algo que, ao menos, possua alguma participação pública; façamos nossa democracia. Porém, continuamos nossos dias normalmente, como se não houvesse política e embora haja a habitual indignação (passageira) perante o aumento de impostos, o caixa-dois e o mensalão, seguimos estagnados. Não há outra solução para a política de nosso país, e o apostar ou crer nela já não é mais o essencial. Não, temos de ver que o ápice da transformação política será no instante em que despertarmos para o nosso povo e abandonarmos essa postura negligente diante das eleições, dos plebiscitos e de todas as outras atividades políticas que possibilitam o contato com a sociedade.
Propor soluções e teorias é extremamente simples, mas mover uma população inteira não o há de ser. Romper a barreira da inércia e do comodismo é o principal desafio daqueles que buscam transformar a situação política brasileira e por isso temos de ser cuidadosos e precavidos diante de nossos patrícios, pois, infelizmente, basta uma palavra mal formulada e uma possível mudança sociopolítica cairá (novamente) no esquecimento, ficando apenas no papel, da mesma forma que ocorre com todo o resto no Brasil. Que, quando crescermos como cidadãos, desempenhemos a nossa função: lutar pelos nossos direitos. 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Primavera dos Corpos

Sob a fraca luz jaz um corpo...
Não inanimado! Não morto!
Cansado!
Cansado da luta, do embate entre os corpos...

Sob a fraca luz jaz um corpo...
Um corpo cor de mogno,
Coberto por linhas curtas negras;
Cuja pele macia ergue-se
Frêmito, permeando a Flor Vermelha
E esta desabrocha lentamente,
Com todo seu caule reverberando,
Num infindável Frenesi.

Nessa Primavera dos Corpos,
A Graúna passa seu bico entre as Pétalas da Flor Vermelha,
Sugando o Néctar que transborda
E atinge as folhas.

A Flor Vermelha, agraciada com a frescura da Graúna, lança-se sobre ela!
E aquela, com o bico, corta-lhe fora o caule,
Revelando toda a seiva que a Flor continha dentro de si
Agora liberta em êxtase

Pousada no chão

Sob a fraca luz...

2 Plus 2 Equals 5

Persisto nessa trama já com os olhos semicerrados, prontos para te entregar a verdade irrefutada.
Das minhas dores fizeste cores e, das minhas lágrimas, a abençoada.
Divino leigo, estás ao meu lado?
Enrosca-te no meu seio...
Nessa poesia suja, jogo de letras e falsos números,
Quem pleiteia teu amor sou eu
E quem o recebe faz-se ESPUMA.

A Título do Chão

Quero tudo e não quero nada...
Quero preencher linhas, quero revolver a terra molhada... molhada da chuva que cai lá fora, quero ar, quero vida, quero quem me queira...
Cansei de me sentir sozinha, cansei de sorrir o tempo todo e rir de piadas sem graça. Cansei dos homens, cansei das mulheres, cansei das crianças... só não cansei dos velhos: fontes de sabedoria e experiências, loucos por conversa e atenção, carinho e amor...
AMOR... é o que todos buscam e eu, vira e mexe, tropeço em alguém que acho que posso amar, mas na verdade não passo de uma menininha ingênua que nada sabe e que muito menos sabe amar. No máximo sabe conjugar o verbo "amar" e no fim é tudo, tudo é "O AMAR".
Ele que nos cria; dos melhores aos piores sentimentos.
A ambição, por exemplo, não passa de amor, assim como o egoísmo e até mesmo o ódio que revela apenas ser o gosto por desgostar de algo ou alguém.
Então, no fim das contas, eu sei amar! Não do jeito que querem ou esperam, mas AMO! ... de uma forma distorcida, mas sei amar!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Vai-te? Foste!

Guardei, chorei e não recebi
Do teu amor, cujo coração guardado
Foi sangrado e padeceu
Tuas palavras eu ouvi,
Tuas lágrimas segurei,
Para ganhar
    -Ganhar o quê?!
O dissabor da tua ingratidão
Refletida na tua sombra ocular!
Desfaz teus mistérios e a névoa que te cerca,
Fria e calculista,
A amargar minha vida
E a interceder minha brisa!
Enegrece minha vista...
   - Findaste por ter-me em fuligem...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Não, não tenho nada a dizer

Não sei mais o que escrever,
Não tenho mais o que dizer...
Me restam linhas duras;
Linhas rígidas;
Frias.
Calculistas.

Podia escrever sobre a saudade,
Podia falar a verdade,
De novo?
É claro!
Mas você passa a me odiar,
A me repudiar
E quando vejo,
Vejo duas saídas:
Ou eu lhe peço desculpas ou lhe fujo entre as mãos.

Fugi entre tuas mãos e nada,
Tu ou eu,
Fizemos para mudar.

Razão do meu ódio, tornou-se esse mágoa,
Essa ruptura.

Faltou-me palavras e não lhe peço desculpas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Breu dos teus olhos

Vejo tristes olhos negros.
Ó, belos olhos negros,
Olhos de Corcel,
Olhos tristes de perro indócil,
Tristes são aqueles pequenos olhos.

Breu total!

Compartilha a tua incerteza...
Não és tua?
Então por que revelas  tristes olhos negros,
Olhos negros tristes,
Negros tristes olhos?

Meu telescópio não alcança tua casa...
E não posso mirar tuas órbitas...
Do que me vale Saturno se não hei de ter teus belos negros tristes olhos?
Olhos de Corcel, olhos de perro indócil?

Tristes olhos negros, retirar-te-ei o breu da invernosa tristeza inverossímil.

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