domingo, 14 de julho de 2013
As Emoções em Série: Dica musical de hoje
Um Atlas, por favor.
Sim, sim, conversamos durante a madrugada...
E você não me disse nada.
Sim, sim, estou equivocada...
Talvez devesse dar uma repensada.
Sim, sim, estou incomodada...
Fadada a ver você desconversar.
Sim, sim, estou enganada...
Não hei de, porém, me preocupar...
Sim, sim, estou certa...
Tu és um gajo acomodado,
De atitude e palavras lesadas,
De gestos lerdos
E poucos versos...
És, acima de tudo,
Um gajo elaborado,
Não desvendado
Nem encontrado pelo meu Mapa
Que não me levou a
Nada...
Maldito X Mal Dito
Loucura, devaneio... já não sei... Nesse abismo desenfreado,
Estou a me lançar...
Quem há de me aparar?
Tu?
Teu Deus?
Mostra, mostra, agora, a tua face
Ou, quem sabe, a face do teu salvador!
Pois o meu, que és tu, virou-me as costas,
Lançou-me ao Inferno...
Mas pouco me importa,
Já me abstive de meus pecados...
Yes, I wanna know it.
I'm too busy fallin' in love for you, baby.
Please, call me back, 'cuz I wanna know if you feel the same as I do...
But you disappear completely...
Baby, please, I've to know if you feel the same as I...
I'm a lover...
And I (think) I love you...
It costs a lot answer me?
I don't wanna be your friend, baby, please take me...
Take care of me...
Take a kiss from me...
And, finally, be mine.
sábado, 13 de julho de 2013
Meu bem, lhe falo de amor...
De novo...
A falar de amor.
Agora me renovo,
Me desdobro,
Me reencapo!
Não venho reclamar de um velho amor...
Venho anunciar o novo!
O exuberante!
O extasiante!
Quem sabe viciante e regozijante...?
Amor, por favor, não se espante!
Sei que sou infante!
De uma infantilidade hostil!
Eu sei, eu sei, meu bem...
Mas só mais um verso, eu prometo
Que fecharei os olhos e imaginarei por um instante
O teu favo de mel e tua aura delirante!
Baby, por favor, nem agora
Ou depois
Te dou permissão pra não me amar.
Estás amarrado em mim...
Cordas invisíveis a enlaçar-te.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Diários Não Autorizados da Ruiva do Andar de Baixo - Parte III
Queria saber o que ela ouvia, via sua cabeça dançando, via seus lábios se movendo...
Era bonita naquele instante.
No segundo momento, despertou de um sono distante e levantou-se. Caminhou para a porta de acesso à casa com um olhar vago.
Deveria ter o que fazer, mas se sentia improdutiva.
Tinha problemas de foco, não se concentrava em nada por muito tempo...
Dado alguns minutos, passava a despedaçar a borracha, a morder o lápis, a olha o teto, a girar na cadeira e a pensar em alguém.
[desconhecido por mim]
A Ruiva se levantou, caminhou e sentou de novo diante da escrivaninha.
Nada.
Absolutamente nada.
Só a dúvida e a perturbação cotidiana...
Mas a isso ela já estava habituada, só não se habituava a estudar e a ser disciplinada.
Voltou pra varanda e adormeceu durante seu banho de luz.
Cantaleu
Não temos uma voz boa, não tocamos nenhum instrumento (objetos valem?)
Somos descoordenadas,
Completamente incapacitadas de exercer qualquer função
Que necessite de uma equação.
Ela possui uma boa voz e toca alguma coisa.
E eu uma caneta e um papel.
Dane-se!
Eu escrevo e ela canta.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Não sou como o Poeta Exagerado
Não sou a Bete Balanço, nem canto ou escrevo como Cazuza, que tanto embala meus dias.
Muito menos sou a poeta do exagero...
Ou seria?
Um exagero banal, talvez...
Pudera eu me comparar à tal,
Quem sou eu?
Uma aprendiz das coisas da vida,
Dos contos de amor
E das injustiças de um mundo preconceituoso
E letal.
Não, não tenho AIDS
Não amo xerifes ou shakes Alemães.
Ninguém nunca me deixou um bilhetinho azul
Ou qualquer rosa roubada...
Não procuro um amor inventado...
Mesmo sendo isso que me reste.
Não morreria de inanição por ninguém,
Mas largaria tudo por quem valesse a pena.
Jorgar-se aos pés..
Tão íntimo e desesperado;
Tão revelador...
Tão CAZUZA!
O legítimo exagerado...
O Poeta tem razão,
O TEMPO NÃO PARA!
Então, por que nos pomos a desperdiçá-lo?
Por que não nos entregamos
[E nos juntamos?
Demorei a perceber
Que isso não rima...
Quem sabe eu escrevo "sina"?
E assim tem algum ritmo.
Não adianta.
Não me igualo ao mestre,
Mas sei que seus ensinamentos de amor são válidos.
Aprendi a não investir sem pôr no seguro.
Barba Negra
Um alívio!
Um equívoco!
Me perdoe, amor, se errei
Se disfarcei os versos como se fossem para outrém;
Se fingi ser quem o espanta...
Amor, na verdade, só quero a tua saudade colada na minha face...
Ela e a tua barba,
Macia e quente,
Acalentando meu coração
E me fazendo esquecer qualquer distração.
Fazendo esquecer qualquer palavra maldita,
Qualquer palavra mal dada,
Qualquer palavra recalcada...
Palavras místicas,
Palavras cabalísticas
Entoadas pela tua voz...
Ai de quem me tire a paz...
A Outra
Ele tem outra, eu sei;
Escondeu versos no buquê.
Ele tem outra, eu sei;
Se dispôs a fazer qualquer coisa.
Ele tem outra, eu sei;
Já não passo de migalhas.
Ele tem outra, eu sei;
Persistirei a sofrer.
Ele tem outra, eu sei;
Fantasmas na janela.
Ele tem outra, eu sei;
Esperanças despedaçadas.
Ele tem outra, eu sei;
Para quê me debulhar em lágrimas?
Cazuza - Preciso dizer que te amo
"Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou te perder sem engano"
https://www.youtube.com/watch?v=lt7cc4VpRDw&feature=youtube_gdata_player
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Poemas Tardios
Dorme, dorme bem
Meu anjo velado,
Amor não idealizado...
"Sono para sonhar
E realidade para viver"...
Ganhei este conselho, mas o recebo com desprezo
Não por falta de querer,
Se não fosse falta do meu anjo velado,
Que dorme, abençoado,
E que nada tem a ver com a realidade
Ou com a imposição de alguma religião...
É apenas anjo.
Nem bom, nem mau;
Atencioso e descuidado;
Ingênuo e malicioso;
É apenas anjo.
E o que mais poderia ser?
Apenas um humano resplandecente,
Esperando envelhecer,
Descuidando a barba mal aparada
E renegando a amada ...
Não, não amada por ele
Ou seria?
Será?
Quem sabe...
Entrevistas com a Apresentadora Psicodélica, filha de Dr. Soop e representante de sua Marchinha.
terça-feira, 9 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
Argonauta Errante
Me enganei demais...
Acabei por associar seu nome à uma segurança que nunca viria a ter;
Sussurrei segredos ao pé do teu ouvido a fim de nos entreter e te ver sorrir;
Apostei um sentimento e perdi a lucidez.
Agora te escrevo versos brancos que não hás de ler ou compreender
Ou muito menos se importar.
Sei que não há de te tocar
Tais frases soltas
Envoltas por um sentimento piegas
Sei que tua chama se inflama por qualquer outra coisa
Ou alguém
Sei que fui inconsequente e desprovida de senso...
Só te peço mais uma chance, meu bem
Para me ouvir, mas
Não se preocupe, não hei de cantar, pois minha voz não é doce,
Mas minhas palavras podem ser…
Peço desculpas por nem isso direito fazer!
Sim! Sim!
És meu legado!
Foi meu passado, és meu presente [ausente] e te quero como meu futuro!
Ainda me aceitas?
Onde assino o meu nome?
Precisa de cartório e data de nascimento?
Garanto que lhe faço rir
E quem sabe sorrir...
Não de piadas, mas de te fazer feliz.
O texto é pobre, eu bem o sei.
Mas, meu bem, o que lhe guardo é rico!
É sentimento lapidado em ouro!
Dá-me a chance?
Agarra-me a mão que te levo para onde quiserdes ir
Serei tua guia;
Argonauta das naus da paixão!
Ora, veja só!
E eu que prometi não lhe escrever mais me perco neste caminho...
Bem sabes que não hás de ficar sozinho...
Lhe prometo!
Só mais unzinho...
Por favorzinho...
E não serei tão errante quanto dantes!