"Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou te perder sem engano"
https://www.youtube.com/watch?v=lt7cc4VpRDw&feature=youtube_gdata_player
"Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou te perder sem engano"
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Dorme, dorme bem
Meu anjo velado,
Amor não idealizado...
"Sono para sonhar
E realidade para viver"...
Ganhei este conselho, mas o recebo com desprezo
Não por falta de querer,
Se não fosse falta do meu anjo velado,
Que dorme, abençoado,
E que nada tem a ver com a realidade
Ou com a imposição de alguma religião...
É apenas anjo.
Nem bom, nem mau;
Atencioso e descuidado;
Ingênuo e malicioso;
É apenas anjo.
E o que mais poderia ser?
Apenas um humano resplandecente,
Esperando envelhecer,
Descuidando a barba mal aparada
E renegando a amada ...
Não, não amada por ele
Ou seria?
Será?
Quem sabe...
Me enganei demais...
Acabei por associar seu nome à uma segurança que nunca viria a ter;
Sussurrei segredos ao pé do teu ouvido a fim de nos entreter e te ver sorrir;
Apostei um sentimento e perdi a lucidez.
Agora te escrevo versos brancos que não hás de ler ou compreender
Ou muito menos se importar.
Sei que não há de te tocar
Tais frases soltas
Envoltas por um sentimento piegas
Sei que tua chama se inflama por qualquer outra coisa
Ou alguém
Sei que fui inconsequente e desprovida de senso...
Só te peço mais uma chance, meu bem
Para me ouvir, mas
Não se preocupe, não hei de cantar, pois minha voz não é doce,
Mas minhas palavras podem ser…
Peço desculpas por nem isso direito fazer!
Sim! Sim!
És meu legado!
Foi meu passado, és meu presente [ausente] e te quero como meu futuro!
Ainda me aceitas?
Onde assino o meu nome?
Precisa de cartório e data de nascimento?
Garanto que lhe faço rir
E quem sabe sorrir...
Não de piadas, mas de te fazer feliz.
O texto é pobre, eu bem o sei.
Mas, meu bem, o que lhe guardo é rico!
É sentimento lapidado em ouro!
Dá-me a chance?
Agarra-me a mão que te levo para onde quiserdes ir
Serei tua guia;
Argonauta das naus da paixão!
Ora, veja só!
E eu que prometi não lhe escrever mais me perco neste caminho...
Bem sabes que não hás de ficar sozinho...
Lhe prometo!
Só mais unzinho...
Por favorzinho...
E não serei tão errante quanto dantes!
Eles falam de amor
E eu morro de tédio.
Talvez porque o amor não possa ser proferido
E quem o sente não o exiba descaradamente
E quem o receba nem se dê por conta.
Terei eu amado?
Amor romântico?... talvez sim, talvez não.
Isso não importa.
Amar faz as árvores serem menos árvores?
As impede de servir de agasalho para o velho casal de João de Barro?
Amar nos impede de apreciar o Sol?
Faz dele menos brilhante?
Então, qual o problema desse casal tão pacato, tão irritante, tão inerente, tão descolorido, mas que se julga tão novo e emocionante?
Não há problema.
Exceto que são irritantes.
A Julieta Corrompida jorra lágrimas de sangue
E queima por aqueles que fingem amar
Porque o amor não pode ser descrito com palavras
Ou com beijos
E abraços...
Amar é pensar...
Mas é despensar!
Amar é se importar;
Amar não é querer o que se vê;
Amar transcende a carne...
Sendo assim, poucos amam
E nem eu sei se já amei
Mas eu?
De que importa?
A juventude é longa
E por hora apreciarei as árvores, as flores que são é o que são porque são, não vestem-se de sentimentalismos...
Agarrar-se às coisas místicas...
Para quê?
O que há de místico em apenas sermos?
Quando sermos é a única coisa que precisamos ser, sem fingir para ninguém.
Quando rolar na relva pode ser mais prazeroso e menos preocupante do que querer saber se se é amado?
Apreciarei a natureza.
É o que há
Mas nem a natureza já é mais natureza.
A natureza em si já é corrompida
Assim, como o falso e ilusório amor de tantos que vejo por aí.
Expondo o "amor"…
Expondo-se ao ridículo
Ser e apenas ser.
E amar o concreto,
Deixando o abstrato para os loucos e para os desesperados por um pouco de atenção.
Pode até parecer loucura, pode parecer sem fundamento, mas, sim, eu acredito que os sapatos de uma pessoa nos revelam muito mais que um sorriso.
Por quê?
Simples.
Já parou para pensar que a vida dela se resume a sola dos sapatos?
Os lugares onde ela vai, as tristezas, as alegrias, as ambições, as angústias, os lamentos... tudo isso ela pode ter passado usando, por exemplo, um velho tênis surrado, mas muito querido por ela.
Enquanto caminho, reparo, primeiramente, no calçado da pessoa e me ponho a pensar em que situações a/o tal passou com ele.
É como se todo o quadro ficasse em preto e branco, toda a paisagem si perdesse o foco e o único destaque em cores fortes e nitidez fossem os sapatos...
A imagem pode ser forte, pois a pessoa pode não estar necessariamente de "sapatos". Para alguns a sola do pé é o único calçado que podem vestir ou, no máximo, um chinelo de dedos arrebentado.
Avisei que a imagem poderia ser forte.
Os alertei que os sapatos são "as portas da alma"... posso ter sido ridicularizada no princípio, contudo, hão de me compreender...
Os pontos de vista expostos, os pés expostos...
Tudo exposto, então.
Hoje eu resolvi mudar.
Tomar uma posição...
Ser alguém!
Parar de lamuriar sobre os sentimentos e agir de forma mais madura.
Hoje eu decidi deixar pra trás todas as minhas dúvidas.
Hoje eu resolvi me deixar levar...
Ser um pouco mais leve e livre...
Ser um pouco mais de mim...
Pertencer somente à mim mesma...
Hoje eu resolvi rever meus defeitos e meus objetivos.
Decidi deixar de ser tão pessimista e dura...
Decidi me liberar e me abrir à amar, mas sem se apegar...
Decidi tomar um Sol na varanda e molhar a camisa com meu pranto.
Hoje resolvi não procurar por saídas bruscas e desesperadas, mas sim refletir sobre o que é mais sábio.
Hoje resolvi não me cobrar tanto...
Decidi me permitir mais.
Hoje resolvi tomar café com Mentos de Yogurte e revelar alguma virtude
[Para algum estranho]
Hoje resolvi mudar.
Abandonar essa nuvem negra,
mas usar a massa cinzenta.
Hoje resolvi não tomar banho... E que DANE-SE!
Sou infame...
Hoje resolvi não contar meus inimigos ou pensar numa resposta feia... hoje resolvi descansar.
Hoje já não me vi mais como a mesma, mesmo observando à espreita, à espera de qualquer lugar...
Hoje resolvi não entrar na "bad", mas sim dar um mergulho de bico na "bed".
Hoje resolvi não pensar, apenas sentir, contrariando tudo o que eu disse.
Estimular meu cérebro com cenas felizes ao invés de drogas letais.
Sentar e escrever, sem deixar o café padecer ou a cadeira/caneta/caderneta resfriar.
De fato, é bem cansativo permanecer observando esses rostos tristes...
Sorrisos de barbante, disfarçando os olhos tristes e as verdadeiras intenções.
Não apenas isso, persistiremos vendendo uma falsa imagem? Persistiremos nessa trama irracional?
As pessoas vêm e vão, já nos acostumamos. Mesmo algumas no fazendo bem, a maioria insiste em nos trucidar.
Por quê?
Por que a natureza ociosa do homem teima em pensar, quase que exclusivamente, no mal do próximo?
Por que perante o tédio nos martirizamos?
Por quê nos escondemos das pessoas? O mundo não gira ao nosso redor. Talvez sejamos muito narcisistas e antropocêntricos para admitir que o objetivo do outro não é manter contato conosco... não mais, ao menos.
Tudo que escrevemos pode ser considerado ambíguo e, com certeza, afetará alguém mesmo que não seja nosso "alvo", por assim dizer.
Prescrever metas não ameniza a angústia. Talvez, apenas, temporariamente, mas não, com toda certeza, aquela que está aprofundada no âmago...
Talvez devêssemos ser impessoais:
"A solidão é algo que afeta...".
Não. Não dá.
Precisamos continuar sendo e sentindo, mesmo que seja ruim e desgostoso. Não aprenderemos apenas com as boas experiências...
Gostaria de continuar com meu monólogo, mas já prevejo que entrarei em questões existenciais e não, não sou como Espinoza, que já possui a teoria da "arte de viver".
A busca pela compreensão do comportamento humano é para os psicólogos e filósofos, não me encontrando em nenhuma das situações acima, me retiro de mansinho, guardando pra mim as sátiras que crio, vejo e pré vejo da comédia humana.
Desejaria boa noite, mas não sei se quem ler o lerá durante esse intervalo de tempo. Sendo assim, bom dia!, boa tarde!, boa noite!
P.S.: Mesmo sendo um fato desconhecido as palavras possuem um poder imensurável, dessa forma, aqueles que as possuem devem cuidar linha por linha o que escrevem com a tinta perpétua da Internet.